Por deixar o islamismo, homem perde família e emprego: “Souberam que era cristão”

A situação dos cristãos que vivem na Argélia, um país localizado ao norte da África, não é nada fácil. Isso, porque, o islamismo é a religião oficial do país, de modo que não é permitida a conversão dos muçulmanos. Os que decidem abandonar a doutrina de Maomé são considerados “apóstatas”, sofrendo várias consequências.

Este é o caso de um homem chamado Ahmed Beghal, que não teve seu nome verdadeiro revelado por razões de segurança. Ele era muçulmano, mas tinha dúvidas sobre a veracidade das suas crenças.

Ao assistir um programa cristão na TV, no entanto, Ahmed teve a confirmação de que Jesus Cristo, de fato, é o Messias prometido desde a fundação do mundo, a verdadeira encarnação de Deus e os Evangelhos a Sua Palavra. Ele então se converteu ao cristianismo em abril de 2013, mas hoje sofre com algumas consequências.

“Hoje estou longe da minha família, da minha mulher e das minhas duas filhas, sem trabalho e sem casa”, disse ele, segundo informações do Evangelical Focus. “Esse é o destino de um muçulmano que se converte ao cristianismo na Argélia”.

Ahmed está com 34 anos e sente falta da sua esposa e duas filhas, de 4 e 6 anos. Sete meses após a conversão, sua esposa notou a diferença na vida do marido e ele terminou revelando o que havia decidido. Três meses depois ela também se converteu. Os dois iam para os cultos escondidos e se batizaram em 2015.

Entretanto, a esposa de Ahmed não resistiu à pressão da sua família e negou sua fé em Cristo posteriormente, sendo obrigada a prestar queixa na delegacia contra o próprio marido, afirmando que ele havia profanado a doutrina islâmica. Como resultado, ele perdeu a guarda das filhas.

“Eles levaram minhas duas filhas para evitar que eu as visse – sempre que pedia para ver minhas filhas de acordo com os direitos concedidos pelo juiz, os irmãos da minha esposa criavam impedimentos e me ameaçavam”, disse Ahmed.

Um comércio que ele tinha junto com os parentes também lhe foi tirado. Ahmed tentou buscar emprego, mas sempre que era chamado de “apóstata” e demitido.

“Ao trabalhar com os outros, porque eu tinha que sustentar minha família, insultos e ameaças caíram sobre mim, porque as pessoas com as quais eu trabalhava rapidamente souberam que eu era um cristão”, destaca o ex-muçulmano.

Atualmente Ahmed permanece fiel a Cristo, apesar do sofrimento e perseguições. Ele foi absolvido das acusações criminais com a ajuda de advogados da Igreja Protestante da Argélia e hoje sua história é um testemunho de superação por amor a Deus.