Maduro ironiza apoio que Bolsonaro recebe de evangélicos: “É um fantoche”

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, tomou posse do novo mandato com críticas ao governo Bolsonaro

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, fala diante da Assembléia Constituinte, em Caracas. (Foto: AFP/Federico Parra)
O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, fala diante da Assembléia Constituinte, em Caracas. (Foto: AFP/Federico Parra)

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, ironizou o apoio que Jair Bolsonaro recebe dos evangélicos no Brasil. Ele ainda comparou o presidente brasileiro ao nazista Adolf Hitler.

“Bolsonaro é um Hitler dos tempos modernos. É isso. O que não tem é coragem e decisão próprias, porque é um fantoche destes grupos (evangélicos). Bolsonaro saiu de uma seita”, disse Maduro nesta segunda-feira (14) ao apresentar seu relatório anual da administração à Assembleia Constituinte.

Bolsonaro foi eleito com apoio de diversos grupos evangélicos, por causa de sua posição conservadora em relação a temas sociais e políticos, como aborto, ideologia de gênero, legalização das drogas e apoio a Israel.

“Logo o povo brasileiro se encarregará dele”, declarou o líder socialista, que é considerado um “ditador” por Bolsonaro.

No poder desde 2013, Maduro foi reeleito para mais 6 anos de mandato (até 2025) em eleições marcadas por denúncias de fraude e abstenção de 54% do eleitorado.

Juntamente com os Estados Unidos e União Europeia, o Brasil é um dos países que não reconhece o novo mandato de Maduro e apoia as denúncias da oposição sobre fraude nas eleições presidenciais na Venezuela.

Nenhum representante foi enviado pelo governo brasileiro à posse de Maduro no Tribunal Supremo de Justiça (TSJ) na última quinta-feira (10), por considerar “ilegítimo” o presidente venezuelano.

Segundo a lei venezuelana, Maduro deveria ser empossado no Parlamento, controlado pela oposição, que o TSJ declarou em desacato e anulou suas decisões a partir de 2016. O Brasil reconhece o Legislativo como um órgão “democraticamente eleito” e avaliou que cabe à Assembleia “a autoridade executiva da Venezuela”.

Segundo o Fundo Monetário Internacional, a economia da Venezuela foi reduzida à metade durante o primeiro mandato de Maduro e deve recuar 5% em 2019, com uma hiperinflação que chegará a 10.000.000%.